quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Aprenda a Viver com Seus Avós


Quanto mais eu estudo assuntos referentes a saúde e os químicos que nos cercam, chego a conclusão de que minha avó materna é um poço de sabedoria.

Com 89 anos ela esbanja saúde, e não apresenta nenhum tipo de doença crônica. Observando sua rotina diária que envolve muita leitura, tricô e croche, percebo que em suas pequenas ações  ela nos dá dicas do bem viver.

Vamos começar analisando o uso de desodorantes. Ela utiliza há muitos anos polvilho antisséptico e leite de rosas, ambos são produtos que não inibem a transpiração das axilas, mas age apenas como um bactericida eliminando o mal odor. Hoje muitas pesquisas indicam que uma das prováveis causas do câncer de mama, em homens, pode estar relacionado ao uso de desodorantes antitranspirantes. E pasmem, ao procurar nas gôndolas de supermercados por desodorantes sem esta característica você não encontra nada, pois todos eles possuem esse modo de ação. O fato de seu corpo não expelir  o suor, causa uma inibição da glândula que atuará de forma anti-natural o que origina a formação de células tumorais. Então, sugiro usar e abusar do polvilho antisséptico, e asseguro que ele funciona perfeitamente!

Outra ação digna de atenção é a substituição do detergente de cozinha pelo sabão de pedra. O detergente possui substâncias que são chamadas de estrogênio sintético e essas substâncias estão relacionadas também ao câncer de mama, agora nas mulheres. Nunca vi na cozinha de minha avó um frasco de detergente, outro exemplo que devemos seguir.

Aquecer produtos no microondas??? Embora minha avó até tenha um, isso não faz parte da sua rotina de vida, e sim serve como enfeite e armário para guardar pão. Ponto para ela!!! Vale lembra que os plásticos NUNCA devem entrar no microondas, pois quando aquecidos eles liberam substâncias que agem no nosso organismo como estrogênio sintético e vocês agora já sabem o que isso pode causar.

Então minha mensagem final, observe seus avós. Envelhecer com saúde é uma construção de toda a vida!!!

terça-feira, 6 de agosto de 2013

O homem e o Remédio:
Qual é o problema?

Texto de Carlos Drummond de Andrade

Ultimamente venho sendo consumidor forçado de drágeas, comprimidos, cápsulas e pomadas que me levaram a meditar na misteriosa relação entre a doença e o remédio. Não cheguei ainda a conclusões dignas de publicidade, e talvez não chegue nunca a elaborá-las, porque se o número de doenças é enorme, os medicamentos destinados a combatê-las é infinito, e a gente sabe o mal que habita em nosso organismo, porém fica perplexo diante dos inúmeros agentes terapêuticos que se oferecem para extingui-lo. E de experiência em experiência, de tentativa em tentativa, em vez de acertar com remédio salvador, esbarramos é com uma nova moléstia causada ou incrementada por ele, e para debelar a qual se apresenta novo pelotão de remédios, que por sua vez...

De modo geral, quer me parecer que o homem contemporâneo está mais escravizado aos remédios do que às enfermidades.

Ninguém sai da farmácia sem ter comprado, no mínimo, cinco medicamentos prescritos pelo médico ou vizinho ou por ele mesmo, cliente. Ir à farmácia substitui hoje o saudoso hábito de ir ao cinema ou ao Jardim Botânico. Antes do trabalho, você tem de passar obrigatoriamente numa farmácia, e depois do trabalho não se esqueça de voltar lá. Pode faltar-lhe justamente a droga para fazê-lo dormir, que é a mais preciosa de todas. A consequente noite de insônia será consumida no pensamento de que o uso incessante de remédio vai produzindo o esquecimento de comprá-los, de modo que a solução seria montar o nosso próprio laboratório doméstico, para ter à mão, a tempo e hora, todos os recursos farmacêuticos de que pode necessitar um homem, doente ou sadio, pouco importa, pois todo sadio é um doente em potencial, ou melhor, todo ser humano é carente de remédio. Principalmente, de remédio novo com embalagem nova, propriedades novas e novíssima eficácia, ou seja, que se não curar este mal, conhecido, irá curar outro, de que somos portadores sem sabê-los.

Em que ficamos: o remédio gera a doença, ou a doença repele o remédio, que é absorvido por artes do nosso fascínio pela droga, materialização do sonho da saúde perfeita, que a publicidade nos impinge? Já não se fazem mais remédios merecedores de confiança? Já não há mais doentes dignos de crédito, que tenham moléstias diagnosticáveis, e só estas, e não, pelo contrário, males absurdos, de impossível identificação, que eles mesmos inventaram, para desespero da Medicina e da farmacopeia?

Há laboratórios geradores de infecções novas ou agravadores das existentes, para atender ao fabrico de drogas destinadas a debelá-las? A humanidade vive à procura de novos males, não se contendo com os que já tem, ou desejando substituí-los por outros mais requintados? Se o desenvolvimento científico logrou encontrar a cura de males tradicionais, fazendo aumentar a duração média da vida humana, por que se multiplicam os remédios, em vez de se lhe reduzirem as variedades? Se o homem de hoje tem mais resistência física, usufrui tantas modalidades de conforto e bem- estar, por que não para de ir à farmácia e a farmácia não para de oferecer-lhe rótulos novos para satisfazer carências se saúde que ele não deve ter?

Estou confuso e difuso, e não sei se jogo pela janela os remédios que médico, balconistas de farmácia e amigos dedicados me receitaram, ou se aumento o sortimento deles com a aquisição de outras fórmulas que forem aparecendo, enquanto o Ministério da Saúde não as desaconselhar. E não sei, já agora, se se deve proibir os remédios ou proibir o homem. Este planeta está meio inviável.